Mais do que uma escolha gramatical — é uma questão de sentido
Todos os dias, estudantes de inglês se deparam com frases aparentemente simples que escondem uma decisão crucial: devo usar o verbo com -ing ou com to? Por exemplo, será que se diz “I enjoy to swim” ou “I enjoy swimming”? E “She decided going” ou “She decided to go”?
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Contudo, essa não é apenas uma questão de “regra certa ou errada”. Principalmente porque, em muitos casos, a escolha entre gerúndio e infinitivo altera completamente o significado da frase — ou até a torna incompreensível para um ouvinte fluente.
Portanto, dominar essa distinção exige mais do que memorizar listas. Aliás, exige compreensão dos padrões verbais, sensibilidade ao contexto e exposição repetida a usos autênticos.
Além disso, a Fluent Way Idiomas reforça que o caminho para esse domínio não passa por exercícios mecânicos, mas por imersão consciente, análise comparativa e produção guiada — sempre com foco no propósito comunicativo, não apenas na forma correta.

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O que são gerúndio e infinitivo? Definições com propósito
Antes de mergulhar nas regras, é essencial entender o que essas formas verbais representam na língua inglesa — não como conceitos abstratos, mas como ferramentas de expressão.
O gerúndio (gerund) é o verbo terminado em -ing que funciona como um substantivo. Ou seja, ele nomeia uma ação, tornando-a um “objeto” da frase. Por exemplo:
- Swimming is good for your health. (Nadar é bom para a saúde.)
→ Aqui, swimming (nadar) é o sujeito da frase — uma atividade, um conceito.
Já o infinitivo (infinitive) é a forma básica do verbo precedida por to — como to swim (nadar), to eat (comer), to learn (aprender). Contudo, ele não funciona como substantivo, mas como expressão de intenção, propósito ou possibilidade futura. Por exemplo:
- I want to learn English. (Eu quero aprender inglês.)
→ O to learn expressa um desejo futuro, não uma ação já incorporada à identidade.
Assim, a diferença fundamental está na função comunicativa:
- O gerúndio fala de ações como experiências vividas ou hábitos.
- O infinitivo fala de ações como metas, decisões ou potenciais.
Principalmente por isso, alguns verbos exigem uma forma específica — não por capricho, mas por coerência de sentido.
Os três grandes grupos de verbos: um mapa para não se perder
Felizmente, os verbos que vêm antes do gerúndio ou do infinitivo seguem padrões previsíveis. Portanto, em vez de decorar centenas de verbos isoladamente, é mais eficaz agrupá-los em três categorias principais.
Grupo 1: Verbos que sempre vêm seguidos de gerúndio (-ing)
Esses verbos tratam a ação seguinte como uma experiência, hábito ou atividade contínua. Por exemplo:
- I enjoy reading. (Eu gosto de ler.)
- She avoids eating sugar. (Ela evita comer açúcar.)
- They consider moving abroad. (Eles consideram se mudar para o exterior.)
Além disso, verbos comuns nesse grupo incluem:
- enjoy (gostar de)
- avoid (evitar)
- consider (considerar)
- mind (importar-se com)
- suggest (sugerir)
- finish (terminar)
- keep (continuar)
- miss (sentir falta de)
Contudo, note que, em português, muitos desses verbos são seguidos de “de” + infinitivo — o que leva à tentação de usar to em inglês. Mas a estrutura inglesa é diferente: gerúndio é obrigatório.
Assim, frases como “I enjoy to read” soam profundamente erradas para ouvidos fluentes — não por ser um “erro pequeno”, mas por quebrar um padrão básico de coerência linguística.
Grupo 2: Verbos que sempre vêm seguidos de infinitivo (to + verbo)
Esses verbos expressam decisões, desejos, promessas ou intenções futuras. Portanto, faz sentido que usem o infinitivo — a forma que carrega potencialidade.
Por exemplo:
- I want to travel. (Eu quero viajar.)
- She decided to study medicine. (Ela decidiu estudar medicina.)
- They promised to help us. (Eles prometeram nos ajudar.)
Além disso, verbos comuns nesse grupo incluem:
- want (querer)
- decide (decidir)
- promise (prometer)
- hope (esperar)
- plan (planejar)
- agree (concordar)
- refuse (recusar)
- offer (oferecer)
Principalmente porque esses verbos lidam com ações ainda não realizadas, o infinitivo transmite essa abertura temporal — algo que o gerúndio, por ser mais “concreto”, não consegue expressar.
Grupo 3: Verbos que aceitam ambas as formas — mas com significados diferentes
Aqui está o verdadeiro desafio — e também a beleza da língua inglesa. Alguns verbos podem ser seguidos tanto de gerúndio quanto de infinitivo, mas o significado muda sutilmente (ou drasticamente).
Os mais importantes são: remember, forget, stop, try, regret, like, love, hate.
1. Remember (lembrar-se de) e Forget (esquecer-se de)
- I remember locking the door. (Lembro-me de ter trancado a porta.) → A ação já aconteceu.
- I remembered to lock the door. (Lembrei-me de trancar a porta.) → Lembrei a tempo de fazer.
- She forgot calling him. → ❌ Não faz sentido.
- She forgot to call him. (Ela esqueceu de ligar para ele.) → Não fez a ação.
- She forgot calling him. → Só faria sentido se quisesse dizer “esqueceu que já tinha ligado” — mas isso é raro e confuso.
Portanto, com remember e forget:
- Gerúndio = lembrar/esquecer que fez algo
- Infinitivo = lembrar/esquecer de fazer algo
2. Stop (parar)
- He stopped smoking. (Ele parou de fumar.) → Desistiu do hábito.
- He stopped to smoke. (Ele parou [o carro, a caminhada] para fumar.) → Fez uma pausa com um propósito.
Contudo, essa diferença é crucial: uma fala de abandono, a outra de interrupção temporária.
3. Try (tentar)
- I tried opening the window. (Tentei abrir a janela [como solução].) → Experimentei uma ação.
- I tried to open the window. (Tentei abrir a janela [mas não consegui].) → Fiz um esforço, sem sucesso.
Além disso, o gerúndio sugere experimentação, enquanto o infinitivo sugere esforço com obstáculo.
4. Like, love, hate (gostar, amar, odiar)
- I like swimming. (Gosto de nadar [como atividade habitual].)
- I like to swim in the morning. (Gosto de nadar de manhã [como hábito específico ou recomendação].)
Principalmente em contextos gerais, o gerúndio é mais comum. Já o infinitivo aparece quando há rotina, conselho ou propósito.
Verbos seguidos de preposição: por que o gerúndio é obrigatório
Muitos alunos não percebem que, quando um verbo é seguido de preposição (about, of, for, on, in, etc.), o verbo seguinte deve estar no gerúndio — sempre.
Por exemplo:
- She’s good at singing. (Ela é boa em cantar.) → at é preposição
- I’m thinking about moving. (Estou pensando em me mudar.) → about é preposição
- He apologized for being late. (Ele se desculpou por estar atrasado.) → for é preposição
Contudo, em português, não usamos preposição antes do verbo (“pensar em mudar”), o que confunde os estudantes. Portanto, a dica é simples: se houver preposição, o verbo depois dela vira -ing.
Além disso, expressões comuns que seguem essa regra:
- interested in learning (interessado em aprender)
- afraid of flying (com medo de voar)
- good at cooking (bom em cozinhar)
- tired of waiting (cansado de esperar)
Assim, mesmo que o verbo principal não esteja em nenhuma das listas anteriores, a presença da preposição determina o uso do gerúndio.
Expressões fixas e estruturas comuns
Além dos verbos, existem estruturas fixas que exigem gerúndio ou infinitivo — e que aparecem constantemente na fala e na escrita.
Estruturas com gerúndio:
- It’s no use crying. (Não adianta chorar.)
- There’s no point arguing. (Não tem sentido discutir.)
- I can’t help laughing. (Não consigo evitar rir.)
- He’s busy working. (Ele está ocupado trabalhando.)
Estruturas com infinitivo:
- It’s important to study. (É importante estudar.)
- I’m happy to help. (Fico feliz em ajudar.)
- She’s ready to leave. (Ela está pronta para sair.)
- We’re lucky to be here. (Somos sortudos por estar aqui.)
Principalmente porque essas estruturas são idiomáticas, elas devem ser aprendidas como blocos — não decompostas. Portanto, a Fluent Way Idiomas as introduz em contextos naturais, para que os alunos as absorvam como unidades de significado.
Erros comuns e como evitá-los
Muitos erros surgem da tradução literal do português. Por exemplo:
- ❌ I like to swim. → ✅ I like swimming. (em contexto geral)
- ❌ She suggested to go. → ✅ She suggested going.
- ❌ He stopped to smoke. (quando quer dizer “parou de fumar”) → ✅ He stopped smoking.
Além disso, outro erro frequente é misturar as formas em verbos de duplo uso:
- ❌ I remember to lock the door. (quando já trancou) → ✅ I remember locking the door.
Contudo, em vez de corrigir com rigidez, a Fluent Way Idiomas usa o erro como ponto de partida para reflexão:
- “O que você quis dizer? A ação já aconteceu ou não?”
- “Esse verbo expressa um hábito ou uma decisão futura?”
Assim, o aluno constrói a regra a partir do significado, não o contrário.
Como praticar de forma eficaz — sem decoreba
Decorar listas de verbos não garante uso correto. Portanto, a prática deve ser contextualizada, repetida e reflexiva.
A Fluent Way Idiomas recomenda:
1. Agrupar verbos por função, não por forma
Em vez de decorar “verbos com -ing”, pense:
- “Quais verbos falam de experiências?” → enjoy, miss, avoid
- “Quais falam de decisões futuras?” → decide, promise, plan
2. Usar frases completas, não palavras isoladas
- ❌ Enjoy – swimming
- ✅ I enjoy swimming in the ocean. (Eu gosto de nadar no oceano.)
3. Comparar pares com duplo uso
Escreva frases contrastantes:
- I stopped smoking. vs. I stopped to smoke.
- I remember calling her. vs. I remembered to call her.
4. Escutar com foco
Ao ouvir podcasts, preste atenção em verbos seguidos de -ing ou to. Pergunte-se:
- O falante está falando de algo que já faz ou que vai fazer?
- A ação é um hábito ou uma meta?
Assim, você treina o ouvido e a mente ao mesmo tempo.
Escolha com intenção, não com dúvida
Em síntese, dominar gerúndio e infinitivo não é sobre seguir regras arbitrárias, mas sobre expressar com precisão o que você quer dizer.
Principalmente porque, em inglês, a forma verbal carrega tempo, intenção e perspectiva — e escolher a errada pode levar a mal-entendidos reais.
Portanto, em vez de temer essa distinção, abra-se para ela como uma ferramenta de clareza.
Além disso, a Fluent Way Idiomas está ao seu lado nessa jornada — com professores fluentes, métodos baseados em compreensão e um ambiente onde você pode errar, ajustar e crescer com confiança.
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